quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O fungo e eu.

Depois der me deparar novamente com um médico (esse que era mais açougueiro que o ultimo), com seu avental falsamente branco, sua careca lustrosa e um diploma de medicina na parede (aposto que era falso), fui rumo ao hospital. Com meu fungo. (maldita hora que fui brincar "tem um cogumelo brotando na minha mão").
Encontrei o amor da minha vida. Senhor castelhano: O sorriso mais lindo que já vi é de um palhaço de semáforo. Lindo. Lindo.
Depois desse grande momento romântico, percebi que não suportaria meu cogumelo. Não por mais uma semana no médico charlatão. Fui ao hospital.

E é aí que está.

Foi um misto de ânsia e dó.
Eu queria vomitar.
Mas, antes de tudo, queria gritar ao mundo inteiro que aquilo tudo era um absurdo; que aquilo tudo estava errado.
Eu queria chorar.
Mas antes de tudo queria olhar pra ela, com o olhar mais confiante que eu poderia dirigir-lhe. Queria abraçá-la pra que nunca mais chorasse.
Mas mantive-me imóvel, concentrada no meu jogo de paciência.
Eu nem conhecia ela. Não conhecia ninguém.

De um lado, meninas que se preocupam com unos.
De outro, a morte. E um hospital, uma burocracia nojenta.

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