sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Crianças

De repente, quase começo a gostar daquelas duas pérolas que fazem das minhas tardes nubladas... ainda mais nubladas, na verdade.
Frases como: "se um filho meu perdesse um anel ou um colar muito caro, de minhas coleções (- gente rica tem coleção de jóia!!!), eu não sei o que eu faria... era bem capaz de vender a criança para poder comprar outro anel!" E a pérola número 2: "ah... um filho desses eu matava fácil..."
Eu odeio crianças (Marcelo que o diga! Tadinho...). Adoro bebês fofos -quando não choram- mas crianças são barulhentas demais, choronas demais, respondonas, babonas, desobedientes, bagunceiras, elétricas e, em sua maioria, mimadas. Prefiro mil vezes a minha Jackie, ou um cachorro, a uma criança. De verdade. Portanto, elas têm razão: quando eu tiver um filho (porque é isso que a sociedade espera de mim - a função da mulher é parir - uma idéia primitiva, mas permanente), caso ele destrua algo de valor na minha casa (e podemos apostar com a maior das certezas: ele VAI destruir. TUDO.) devo matá-lo. Porque crianças são pestes por natureza - não é por culpa dos pais. JAMAIS. - e com minha coleção extensa de colares caríssimos, ninguém mexe!!!!!




É, o Morato disse outro dia mesmo, mas eu não acreditei - tenho essa mania de(querer)ser ingênua. - As pessoas tendem a “coisificar” tudo. E um colar de pérolas torna-se prioridade se comparado a um filho (?) É é... nosso querido e bem-amado materialismo. Não vivemos sem ti.

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