Hoje, na aula de redação, comentei com a Tati (te falei dela ontem, lembra?) que iria parar de vez de escrever no blog... porque sabe, as vezes... somos "perseguidas". O que a professora respondeu foi simples (e agressivo, pq ela me dá medo). Ela disse que eu escrevo bem e que se eu parasse de escrever o que sinto, o que sou; se eu negasse minha identidade por causa do modo com que "outros" interpretam... seria decepcionante (na verdade ela não usou essa palavra, disse apenas que iria me bater).
Não acho que escrevo bem, mas ela disse algo certo. É medonho esse negócio de perseguição psicologia e etc... mas sabe... é o mundo deles, não nosso. Se nos importamos a ponto de parar de escrever, é porque somos burras. Ou porque nos importamos com um mundo que não nos pertence.
E aí temos que decidir: Eles são idiotas egocêntricos e nós não temos nada a ver com isso... ou eles são idiotas egocêntricos que merecem nossa atenção?
Passei a tarde toda pensando nisso. Cheguei à minha decisão. Talvez tenha sido a tmp, mas eu chorei muito. Não pelo fato de ter me decidido a continuar a vida... mas pelo fato de que a vida continua.
Como a própria Tati disse, eu não sou. Não sou, entende? Não sou feliz, nem triste. Não sou bonita, não sou sincera... Definir a si mesmo é bobagem. Mesmo porque, não somos estáveis. O ser humano é terrivelmente instável. E qual o problema disso? Qual o problema de optarmos pela não-definição? Eu não sou feliz, eu estou feliz (na verdade, não estou; estou com aquela dor de cabeça infernal). Seria cinismo dizer que posso definir-me ou definir quem quer que seja. Seria prepotência, seria irreal.
Acho que é só. A conclusão é sua!
;)
[amo muitão!]
Nota à Tati: é, você me convenceu.
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