É, minha matrix mostra-se cada vez mais ordinária.
Meu sábado foi maravilhoso: uma manhã feliz na feira hippie, um almoço ótimo com meus melhores amigos... e uma festa muito divertida! Até que. É, eu estava a pensar logo essa semana... senhor presidente, não quero uma economia estável e invejável.... senhores políticos, não quero alta na balança comercial. To pouco me lixando para a economia. Quero igualdade social. Isso porque não quero nunca mais passar pelo que passei. Não quero nunca mais ver um homem até então "igual" a mim, apontando uma arma pra um pai de família. Não quero mais ver as pessoas que mais amo chorar. Não me importo se perdi um celular, ou dez reais, ou até mesmo um carro. Só não quero que duas pessoas sejam capazes de, covardemente, controlar outras vinte. Não, não quero.
De que me adianta uma economia boa, de que me adianta grana pra comprar um tênis bacana, se eu não posso usá-lo fora (e nem dentro, pelo jeito) de casa? A questão não é segurança. Isso eu posso ter num condomínio fechado em Curitiba. O que quero é poder continuar minha vida, do jeito que eu quiser, sem ter que me preocupar. Não quero sair de casa pensando se devo ou não levar celular. Não quero ter que colocar cerca elétrica de nãoseiquantosmil volts no muro de dez mil metros de altura que cerca minha casa. Entende? Bom, dane-se... como diria Caetano: "essa minha estúpida retórica terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos(?)"
É... eu não queria ter que agradecer pelo fato de ninguém ter se machucado, tampouco pela "gentileza" ou "bondade" dos senhores assaltantes (que se mostraram nada violentos - quase gentis), mas fico grata por ter dado tudo "bem".
Meu maior medo era perder minhas amigas choronas.
Meu maior lamento é tê-las visto chorando.
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