segunda-feira, 8 de outubro de 2007

É com pânico...

Estamos em outubro... meu mês favorito...
Estamos em outubro... faltam dois meses pra tudo acabar...
ah... Isso me deixa tão triste...
Ano que vem é o último... meus professores, então, vão se esquecer de mim. Tati, Morato, Sampaio... pessoas tão queridas vão esquecer... Chega a ser estranho: professores queridos a gente nunca esquece... mas os alunos são tantos que é impossível lembrá-los.
Minhas amigas também... cada uma vai pro seu canto: faculdade, cursinho, trabalho, intercâmbio... No começo nos falaremos por e-mails... depois nem isso.
A Juh vai pro Maranhão, o Adriano vai pra Unicamp... e eu... pra longe. Brasília, talvez...
Esse é meu maior medo: as duas pessoas que tanto amo... vão esquecer de mim.
Eu sei que não deveria sofrer por antecipação, mas penso nisso todos os dias: como seriam os dias sem as ironias da Tati... os resmungos ininteligíveis do Morato... os comentários maldosos do Sampaio.
Como seriam minhas manhãs sem aquelas gordonas queridas? Sem o sotaque tão gostoso da Samara... as danças bizarras da Thai... a lesadisse da Thais e da Van... os comentários toscos da Sin e da Chi... e, claro, as conversas com a Quel.
O que mais me dói é ver-me sem os amores da minha vida: aquela que sempre chora comigo. E aquele que sempre me faz rir (e chorar de raiva). Eles também vão se esquecer. Talvez lembrem, para dizer "um dia tive uma amiga..." ou ainda "certa vez, uma amiga minha..."
Todos os dias eu leio "Se For Pra Acabar..." e morro de medo. E se acabar sem cartas, sem perfumes, sem bilhetes, sem nada?
Nunca achei que seria capaz de amar tanto alguém como amo a Juh e o Adriano. Assim, como se fosse da família, como se já nos conhecêssemos desde sempre. Como se sem eles nada fizesse sentido: ficar triste não tem sentido, se eles não podem me ajudar; ficar feliz não tem sentido, se eles não podem rir comigo; não tem graça escrever, nem cantar. O que sinto é tão maior do que tudo que poderia sentir por qualquer namorado: é nobre, sem segundas intenções, sem ciúmes, sem inveja. Talvez os únicos amigos de verdade que tive até hoje. Com certeza os únicos amigos de verdade que tive até hoje. Daqueles por quem a gente seria capaz de morrer, por quem a gente seria capaz de matar... Mas em um ano, pode acabar. Vai acabar. E de repente o IA vai ficar tão vazio, tão sem graça...
Ah... dói tanto...

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