sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Não é mais a culpa... (?)

Já se foi o tempo da minha melancolia produtiva. Tenho que me adaptar. Adaptar à felicidade. Devolveram-me o pedaço que faltava da minha alma. Aquele mesmo pedaço que fora certa vez roubado por um sentimentalista cruel.
O mais incrível é que consigo, aparentemente, usar esse sentimento louco para fins quase úteis. Minhas conclusões, por exemplo. Tão óbvias que uma criança de cinco anos poderia ter dito a mim, mas ainda assim, conclusões.
Meus relacionamentos amorosos, por exemplo, concluí que todos, sem exceção, são doidos e desastrosos (. esse atual não foi desastroso. - pelo menos até agora). Meus ex-namorados acabam se mostrando psicopatas obsecados. Parece que tudo gira em volta da obsessão e da possessividade. do ciume. maldito ciume. O infeliz insiste agora a surgir na mais importantes das relações. A minha amizade. Com J!, quero dizer.
É, como o blog sugere, uma confissão: senti ciúme. por um breve momento, quase que uma fração de segundo, mas senti o monstrinho horrível que há em mim. A minha vontade foi, desde o dia em que nos tornamos amigas de verdade (não me lembro muito bem quando ou como), vê-la bem. Tudo o que aconteceu nesse ano maluco me fez perceber isso. As vezes em que a vi à beira do desespero, no estresse, no medo, no cansaço... eu seria capaz de tudo pra vê-a bem. mesmo. E, agora que ela fica feliz, eu fico feliz. É louco e involuntário, mas é bom.
Acontece que o sentimento filho da puta veio. O pior é que é quase que uma inveja. Não é ciumes porque ela tem outros amigos, ou um namorado, ou o que for. É porque tive medo que ela goste mais da minha professora do que de mim. e que a professora goste mais da minha amiga do que de mim. Foi o medo mais irracional e idiota que já senti. Mais idiota ainda do que "papel alumínio". mesmo. Nessa amizade feliz eu nunca senti ciúme. É horrível. mesmo que por um segundo. Me sinto a pessoa mais idiota do mundo. Mais idiota ainda por falar de "monstrinhos" superficiais, quando tenho tantos outros mais complexos a tratar.
É idiota. Mas é uma confissão.
A culpa, quando pensei que tinha me deixado em paz, volta, mas dessa vez é sorrindo.

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