quarta-feira, 12 de setembro de 2007

O homem do ônibus e outras histórias (o motivo do plural é desconhecido)

Aconteceu há uns meses atrás, mas o fato me veio a memória hoje pela manhã. Foi quando meu namorado número seis terminou comigo que eu fiquei realmente depressiva (mais uma de minhas 'depressões eternas'). Faltava às aulas, não dormia, não estudava. Ficava apenas de um lado pro outro da cidade, na esperança de encontrá-lo por aí. E, num dia particulamente nublado, um "cara estranho" entra no ônibus.
Não foi pelo fato de seu inglês ser péssimo, nem de sua cantoria ser tremendamente desafinada, ou de que ele era incapáz de fazer um acorde de mi no violão... Foi pelo fato da arte; da música (por pior que ela fosse). Eu realmente acho que seria melhor se ele fizesse algum curso supletivo, mas "gdyshfuig to heaven" me rendeu boas risadas. Eu gostaria de reencontrá-lo por aí qualquer dia... só pra agradecer.

E hoje, vendo o pôr-do-sol sentada na calçada (a espera do ônibus de volta pra casa), me deparo com uma figura estranhíssima.
Você tem medo de mim?
....
Também, quem não teria..?
...
E ele ficou me olhando. Até que meu ônibus chegou. Claro que, na minha mente brilhante, mil histórias se passaram: eu morreria de ataque cardíaco, ao vê-lo tirar a calça. Ou: ele me cortaria em pedacinhos (e me guardaria na geladeira).
(o ônibus tinha cheiro de pizza!!)

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